Frankenstein, a Baronesa e os refugiados do Tambora

Frankenstein, a Baronesa e os refugiados do Tambora

Assim como as hordas de refugiados que seguiam a Baronesa de Krüdener, a criatura de Mary Shelley, quando se aventura até as cidades, é recebida com medo e hostilidade. As abastadas famílias do romance, os De Lacy e os Frankenstein (como os burgueses de Krüdener, na Basileia), o olham com horror e desprezo. A experiência do monstro de Mary Shelley personifica a degradação e o sofrimento dos europeus pobres e sem teto na época da erupção do Tambora; a repulsa violenta de Frankenstein e de todos à sua volta reflete a completa falta de compaixão demonstrada pelos burgueses europeus em relação ao exército camponês das vítimas climáticas da erupção do vulcão Tambora, sofrendo de fome, doenças e a perda de seus lares e subsistência. Como a própria criatura diz, ele sofreu primeiro “com a inclemência da situação”, mas “ainda mais com a barbaridade do homem”.

“Graphic novel também é romance”

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“Graphic novel também é romance”: por que os jurados do Booker Prize acertaram ao escolher uma delas como finalista Depois do anúncio de que Sabrina, de Nick Drnaso (sem tradução no Brasil), é a primeira graphic novel da história indicada ao Man Booker Prize, Joanne...
Resgatando a Inglaterra: a retórica do imperialismo e o Exército da Salvação

Resgatando a Inglaterra: a retórica do imperialismo e o Exército da Salvação

Evidentemente, a visão de William Booth sobre o colonialismo não se limitava somente à metáfora ou à retórica: o projeto colonial britânico oferecia precisamente o mecanismo pelo qual essa ideia seria realizada. Ao definir a Inglaterra como um lugar de trevas, Booth ilumina seu “plano de libertação”: um projeto que relaciona a reforma moral e religiosa a empregos vantajosos em colônias cuidadosamente construídas na própria Inglaterra e no exterior. Seu modelo interdependente pretendia oferecer “trabalho para todos” por meio de um “esquema” que “se divide em três seções e cada uma é indispensável para o sucesso integral”. O autor chamou esse esquema em três partes de “família patriarcal”.

A questão da mulher na ficção científica

A questão da mulher na ficção científica

Até que a igualdade de gêneros seja conquistada, a ficção científica continuará sendo apenas uma fração do que poderia ser. Ação afirmativa para mulheres na ficção científica não é apenas justificada, mas essencial para a evolução do gênero.