Frankenstein, a Baronesa e os refugiados do Tambora

Frankenstein, a Baronesa e os refugiados do Tambora

Assim como as hordas de refugiados que seguiam a Baronesa de Krüdener, a criatura de Mary Shelley, quando se aventura até as cidades, é recebida com medo e hostilidade. As abastadas famílias do romance, os De Lacy e os Frankenstein (como os burgueses de Krüdener, na Basileia), o olham com horror e desprezo. A experiência do monstro de Mary Shelley personifica a degradação e o sofrimento dos europeus pobres e sem teto na época da erupção do Tambora; a repulsa violenta de Frankenstein e de todos à sua volta reflete a completa falta de compaixão demonstrada pelos burgueses europeus em relação ao exército camponês das vítimas climáticas da erupção do vulcão Tambora, sofrendo de fome, doenças e a perda de seus lares e subsistência. Como a própria criatura diz, ele sofreu primeiro “com a inclemência da situação”, mas “ainda mais com a barbaridade do homem”.