Não é uma porta de guarda-roupa

Não é uma porta de guarda-roupa

James Matthew Barrie inicia sua mais amada história com uma frase simples e notável: “Todas as crianças crescem, menos uma”. Ela incorpora toda a estrutura da história: um menino que nunca cresceu. Desde a primeira publicação da famosa peça de Barrie, em 1928, Peter Pan tem influenciado imensamente a literatura infantil, fazendo com que a história de Barrie se tornasse um objeto doméstico comum entre crianças e adultos. Por meio de Peter, Barrie cria um personagem paradoxal ao introduzir ao leitor um menino singular que combate cotidianamente o medo e o desejo de se tornar adulto. A personalidade de Barrie lidou com esses sentimentos por toda a sua vida, manifestando-a no personagem de Peter, que declara seu ódio pela vida adulta enquanto ao mesmo tempo anseia por ela, querendo se tornar um adulto. Com isso, a história força os leitores a encararem seus próprios conflitos, pois Barrie lhes oferece uma escolha. Ele deixa que o leitor decida se concorda com Peter Pan e o ódio à vida adulta, ou se concorda com seus pais, que dizem que a vida adulta, na verdade, tem seus benefícios e precisa ser abraçada e reconhecida.

Dentro da rukh

Dentro da rukh

Este é ao mesmo tempo o primeiro e o último conto de Mowgli, o menino criado por lobos. Dentro da Rukh foi publicado em 1893 e já mostra Mowgli em sua fase adulta, quando sai da floresta e tenta se encaixar no modo de vida civilizado. Cronologicamente, é a última história de Rudyard Kipling para o personagem, depois do primeiro e do segundo Livro da selva, respectivamente de 1894 e 1895.