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Não é uma porta de guarda-roupa

Não é uma porta de guarda-roupa

James Matthew Barrie inicia sua mais amada história com uma frase simples e notável: “Todas as crianças crescem, menos uma”. Ela incorpora toda a estrutura da história: um menino que nunca cresceu. Desde a primeira publicação da famosa peça de Barrie, em 1928, Peter Pan tem influenciado imensamente a literatura infantil, fazendo com que a história de Barrie se tornasse um objeto doméstico comum entre crianças e adultos. Por meio de Peter, Barrie cria um personagem paradoxal ao introduzir ao leitor um menino singular que combate cotidianamente o medo e o desejo de se tornar adulto. A personalidade de Barrie lidou com esses sentimentos por toda a sua vida, manifestando-a no personagem de Peter, que declara seu ódio pela vida adulta enquanto ao mesmo tempo anseia por ela, querendo se tornar um adulto. Com isso, a história força os leitores a encararem seus próprios conflitos, pois Barrie lhes oferece uma escolha. Ele deixa que o leitor decida se concorda com Peter Pan e o ódio à vida adulta, ou se concorda com seus pais, que dizem que a vida adulta, na verdade, tem seus benefícios e precisa ser abraçada e reconhecida.

A maravilhosa Terra de Oz

A maravilhosa Terra de Oz

O segundo livro da série Oz! Uma revolução feminina toma a cidade de Oz e depõe seu novo governador, o Espantalho. O menino Bizu, fugindo de sua mãe adotiva, a malvada bruxa Mambi, faz amizades insólitas pelo caminho até Oz. Os amigos mais improváveis, como João Abobrão, o erudito Gafanhito e o Cabralce se unem aos agora foragidos Espantalho e Lenhador de Lata. O segundo livro da série Oz é uma obra que destaca o valor das mulheres e da amizade contra as forças sempre ativas do mal. Nessa luta, quem seria o verdadeiro regente de Oz, uma vez que o próprio Mágico de Oz havia usurpado o trono de seu antigo rei? A herdeira, princesa Ozma, está desaparecida desde então. A missão do insólito grupo é descobrir se Ozma ainda está viva e trazê-la de volta a Oz para assumir seu lugar de direito: o trono da Terra de Oz.

O magnífico Mágico de Oz

O magnífico Mágico de Oz

Voltar para casa é um desejo latente de todos nós. Em O Magnífico Mágico de Oz, Dorothy e seus amigos — o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde — vagam pela estrada de ladrilhos amarelos em busca do que “acham” que precisam. É uma das obras mais importantes do século 20 e fonte de inspiração para diversas outras obras, como a adaptação de 1939 para o cinema e o musical Wicked. O universo de Oz se desdobrou em outras dezenas de livros desconhecidos no Brasil. Confira também o segundo da série: A maravilhosa Terra de Oz, também disponível em formato ebook gratuito e na versão impressa.

Dentro da rukh

Dentro da rukh

Este é ao mesmo tempo o primeiro e o último conto de Mowgli, o menino criado por lobos. Dentro da Rukh foi publicado em 1893 e já mostra Mowgli em sua fase adulta, quando sai da floresta e tenta se encaixar no modo de vida civilizado. Cronologicamente, é a última história de Rudyard Kipling para o personagem, depois do primeiro e do segundo Livro da selva, respectivamente de 1894 e 1895.

H. G. Wells e Joseph Conrad: uma amizade literária

H. G. Wells e Joseph Conrad: uma amizade literária

Fevereiro de 1899 marcou a milésima tiragem da Blackwood’s Edinburgh Magazine. A edição especial da “Maga”, forma como William Blackwood chamava carinhosamente sua revista, foi lançada com a primeira publicação serializada de Coração das trevas (Heart of Darkness), de Joseph Conrad. Em janeiro do mesmo ano, a revista Graphic havia começado a serialização do romance de Wells, O dorminhoco (A Story of Years to Come), que a editora Harpers publicou em forma de livro em maio de 1899. A versão serializada de O dorminhoco não mencionava o trabalho de Conrad, mas o livro continha uma referência explícita à edição de Blackwood. As datas de publicação foram concomitantes: a história de Conrad surgiu entre fevereiro e abril de 1899, enquanto O dorminhoco foi publicado como livro em 3 de maio. Dessa forma, Wells provavelmente finalizava seu manuscrito no momento em que Conrad estava imerso na escrita de sua famosa obra; e a menção de Coração das trevas em Wells é uma evidência impressionante da estreita amizade literária compartilhada pelos autores entre 1898 e 1905.