O livro da selva

Os animais falam, mas não é uma fábula para bebês dormirem. Tem criança protagonista, mas ninguém toma leite com chocolate. A vida é mais dura quando macacos enlouquecidos, tigres vingativos e humanos ambiciosos querem desviar Mowgli da Lei da Selva. Rudyard Kipling criou Mowgli em 1893. Disney o adaptou para o cinema em 1967. É um livro clássico, de leitura fácil, que agora também está livre e gratuito para todos.
Ano: 1893

Título Original: Jungle Book

Tempo de Leitura: 3,5 horas

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Você acabou de aprender a andar, está perdido na selva com um tigre faminto querendo mastigar os ossos do seu corpo. Por sorte, uma família de lobos acha você engraçado e o adota. Um ser humano pode viver entre os animais? Como essa relação pode dar certo? Depois que você vira um “animal”, é possível voltar a conviver com pessoas? A vida de Mowgli, a “pequena rã”, é contada por Rudyard Kipling de um modo comovente e cheio de aventuras.

Além de três histórias de Mowgli, outros quatro contos incríveis! Um jovem mangusto salva uma família inteira de um casal de najas; uma foca branca busca a praia perfeita, onde nenhum matador de focas jamais chegaria; o caçula de uma família domadora de elefantes é a única pessoa a participar da misteriosa dança noturna dos elefantes; e os animais do exército britânico discutem as batalhas sem sentido dos homens brancos.

240 páginas, 16 x 23 cm

Tempo de leitura: 3,5 horas

Título original: Jungle Book (1894)

Tradução: Ricardo Giassetti

Ilustração: Andre Ducci

Joseph Rudyard Kipling nasceu em Bombaim (Mumbai), em 30 de dezembro de 1865, e morreu em Londres, em 18 de janeiro de 1936. Autor de poemas, contos, ensaios e romances, recebeu o Nobel de Literatura em 1907. Admirado por T. S. Elliot e Jorge Luis Borges, Kipling foi porta-voz do ideal imperial britânico. Era repórter da presença de cidadãos e soldados do Reino Unido na Índia e outros países ao final do século 19.

Sua obra é polêmica, pois ao mesmo tempo em que exalta a beleza e os detalhes da Índia, endossa a dominação britânica. Entre seus críticos estavam George Orwell, autor de 1984. Kipling perdeu sua filha Josephine para a pneumonia em 1899 — para quem escreveu as histórias de O Livro da Selva e um filho, John, na Primeira Guerra Mundial.

Abaixo, um trecho do artigo de Nina Martyris para a revista New Yorker:

Kipling é frequentemente ridicularizado como um fanático imperialista que prostituiu seu incrível talento para a propaganda e a política. Mesmo durante a guerra, recebia cartas dizendo que um apoiador da guerra merecia perder seu filho. Mas isso é uma leitura errônea de suas repetidas advertências sobre uma invasão alemã, para que a Grã-Bretanha se preparasse. Certamente se entregava ao culto ao império, mas esse era apenas um dos aspectos desse homem paradoxal e contencioso.

Em sua poesia, dramatiza a guerra como uma aflição primitiva, que desencadeia alegria, raiva e terror. O fantasma de John assombra seus textos, chamuscando-os com raiva. Em “The Children”, por exemplo, o poeta reitera tranquilamente a promessa de retribuição, apenas para retornar a um insuportável impasse: “Mas quem devolverá nossos filhos?” O poema “A Death-Bed” pretende ser abertamente desagradável, comemorando a notícia de que o Kaiser alemão tem câncer. A tristeza e a ira sinistras convergem para uma palavra desdenhosa que ele usava para descrever o homem que considerava ser o responsável pela guerra: o Coisa.

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