Guia para os clássicos: Anna Karenina

Guia para os clássicos: Anna Karenina

A sensação do leitor — de estar completamente imerso na história — deve-se ao profundo entendimento de Tolstói sobre a natureza humana e sua capacidade de nos atrair para qualquer emoção, dentro de uma infinidade delas. Ele admitiu que quando escrevia um personagem, se sentia em sua pele, por mais antiético que lhe parecesse. O resultado para quem lê é que o autor parece ter realmente vivido cada um dos desejos, aspirações e falhas dos personagens antes de colocá-los no papel.

John Steinbeck: a única história do mundo — o bem, o mal e a fonte da boa escrita

John Steinbeck: a única história do mundo — o bem, o mal e a fonte da boa escrita

“A bondade e heroísmo se erguerão novamente, então serão derrubados e se erguerão novamente”, John Steinbeck (27 de fevereiro de 1902 — 20 de dezembro de 1968) escreveu ao contemplar o bem, o mal e a necessária contradição da natureza humana no auge da Segunda Guerra Mundial. “Não é que as coisas más vençam — nunca vencerão — mas nunca morrem.”

Perdidos na tradução: Proust e Scott Moncrieff

Perdidos na tradução: Proust e Scott Moncrieff

A tradução de Scott Moncrieff para o inglês da obra À La recherche du temps perdu, de Marcel Proust, foi aclamada pela sua grandiosidade como uma obra notável. No entanto, sua interpretação do título como Remembrance of Things Past [“Lembranças das coisas passadas”],...