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Os contos esquecidos dos Irmãos Grimm

Para marcar o aniversário de duzentos anos da publicação de Kinder-und Hausmärchen, dos irmãos Grimm, Jack Zipes comenta sobre a importância da negligenciada primeira edição e o que ela nos diz sobre as intenções e paixões da dupla de irmãos folcloristas.

Tradução: Valeska Silva

Desenho a lápis de Jacob e Wilhelm Grimm (1843), do Historisches Museum em Hanau. Fonte.

A maior ironia das inúmeras celebrações realizadas em todo o mundo para celebrar o bicentenário da primeira edição de Kinder-und Hausmärchen, dos irmãos Grimm, publicada em dois volumes entre 1812 e 1815, é a descoberta de que a maioria das pessoas realmente não conhece os contos originais ou sabe muito sobre suas vidas. Ou seja, a maioria das pessoas não tem a menor ideia de que a primeira edição dos Grimm é totalmente diferente da final — a assim chamada “edição definitiva de 1857” — publicada em sete edições diferentes entre 1812 e 1857. Nelas, mudanças profundas no conteúdo e no estilo transformaram o conceito dos contos populares e de fadas. Mesmo os supostos eruditos em literatura alemã e especialistas nos contos dos Grimm não estão cientes de como a maioria das pessoas, incluindo eles mesmos, sabem tão pouco sobre essa primeira edição. Ironicamente, a falta de conhecimento — deles e nossa —, torna entusiasmante e prazerosa a redescoberta dos contos originais. De fato, ainda há muito a aprender sobre a contribuição inigualável que os Grimm deram ao folclore, não apenas na Alemanha, mas em toda Europa, quando olhamos mais atenciosamente para suas origens. Foi a partir disso que se desencadearam os esforços pioneiros de folcloristas de todo o continente europeu em reunir contos da tradição oral e preservá-los para as futuras gerações.

Para explicar por que acredito que a redescoberta da primeira edição dos Grimm pode ser não apenas entusiasmante mas também iluminadora, é preciso compartilhar importantes informações históricas para inserir essa coletânea em um contexto sócio-histórico, lançando uma nova luz sobre suas realizações extraordinárias. Para isso, devemos ter em mente que o trabalho de coleta foi apenas uma pequena parte de sua pesquisa e produção intelectual, e que ficariam surpresos ao saber que são mais famosos hoje pelos contos do que por seu monumental trabalho filológico. Quando Jacob (n. 1785) e Wilhelm (n. 1786) começaram a coletar todos os tipos de contos e canções populares, no início do Século 19, eram dois estudantes precoces e ainda adolescentes da Universidade de Marburg.

Em 1805, toda a família já havia se mudado da pequena cidade natal de Hanau para a província próxima de Kassel. Jacob e Wilhelm encontravam-se constantemente afligidos por problemas financeiros e preocupações com os demais irmãos. Seu pai já havia morrido há alguns anos e estavam prestes a perder a mãe. A situação foi agravada pelas ferozes Guerras Napoleônicas. Jacob interrompeu seus estudos para servir à Comissão de Guerra de Hessen, em 1806. Nesse mesmo período, Wilhelm foi aprovado nos exames de Direito, o que possibilitou tornar-se servidor público e encontrar trabalho como bibliotecário na Biblioteca Real, com um salário exíguo. Em 1807, quando os franceses ocuparam Kassel, Jacob perdeu o posto na Comissão de Guerra, mas foi contratado como bibliotecário pelo novo Rei Jérome, irmão de Napoleão, que agora governava a Vestfália. Em 1808, durante os levantes, sua mãe morreu. Jacob e Wilhelm tornaram-se inteiramente responsáveis por uma irmã e três irmãos mais novos. A despeito da perda e das difíceis circunstâncias pessoais e financeiras no período entre 1805 e 1812, ambos os irmãos se provaram estudiosos inovadores no recente campo da filologia alemã ao publicar artigos e livros sobre literatura medieval. Antes dos trinta anos estavam prestes a lançar a coletânea de contos cuja popularidade só seria menor do que a da Bíblia na Alemanha e em todo o mundo ocidental no Século 20.

“Uma palestra com Jacob Grimm”, esboço de Ludwig Emil Grimm, irmão mais jovem de Jacob e Wilhelm, em Göttingen, 28 de maio de 1830. Fonte.

O que fascinava ou compelia os Grimm a se concentrarem na antiga literatura alemã era a convicção de que as formas mais puras e naturais de cultura — aquelas que mantinham a comunidade unida — eram linguísticas e deveriam certamente ser buscadas no passado. Mais que isso, segundo eles, a literatura moderna, apesar de ser extraordinariamente rica, era artificial e, portanto, não poderia expressar a essência genuína da cultura Volk que emanava naturalmente das experiências das pessoas e constituía os laços do povo. Por isso, todas as energias deveriam ser empregadas na descoberta de histórias do passado. Foi por esse motivo que seu amigo, o poeta romântico Clemens Brentano, lhes pediu em 1808 para coletar todos os tipos de contos populares que desejava comentar em um livro de contos de fadas literários. Em 1810 os irmãos enviaram 54 textos a ele que, felizmente, copiaram. Digo felizmente porque Brentano veio a perder o manuscrito no monastério de Ölenberg, na Alsácia, e não usou os textos dos Grimm. Enquanto isso, ambos continuaram a coletar contos com amigos, conhecidos e colegas. Quando perceberam que Brentano não usaria os contos do manuscrito, decidiram publicar a coletânea a conselho de um amigo mútuo e também autor romântico, Achim von Arnim. A obra havia aumentado para cerca de 86 contos, que publicaram em 1812, aos quais se seguiram mais 70, publicados em 1815. As duas coletâneas formaram a primeira edição e incluíam notas de rodapé e  prefácios acadêmicos. Antes de discutir a singular qualidade dos contos nesses dois volumes, quero comentar brevemente as intenções idealistas dos jovens Grimm. Isto é, quero resumir a posição ideológica que assumiram ao publicar os contos que haviam coletado.

Foto de um excerto da primeira edição de 1812 de Kinder-und Hausmärchen – Fonte.

Embora os jovens Grimm não tenham formalizado seu conceito de folclore enquanto trabalhavam nessa primeira edição — e apesar de haver algumas diferenças entre Jacob e Wilhelm, o que mais tarde viria a favorecer uma edição poética mais drástica dos contos compilados —, ambos se mantiveram fiéis ao conceito original: recuperar relíquias do passado do princípio ao fim de Kinder-und Hausmärchen. Em termos gerais, os Grimm buscavam coletar e preservar todos os tipos de preciosidades antigas, como se fossem joias sagradas, que consistiam de contos, mitos, canções, fábulas, lendas, épicos, documentos e outros trabalhos — não apenas contos de fadas. Pretendiam rastrear e apreender a essência da evolução cultural e demonstrar como a língua natural, que nascia das necessidades, costumes e rituais das pessoas comuns, criava laços autênticos e ajudava a moldar comunidades civilizadas. Essa é uma das razões pelas quais chamaram sua coletânea de contos de “um compêndio educativo” (Erziehungsbuch), pois resgatavam valores básicos dos povos germânicos e de outros grupos europeus; e esclareciam as pessoas sobre suas experiências por meio da narração de histórias. De forma notável, os Grimm, ainda bem jovens, queriam deixar como legado os contos orais populares ao povo alemão, sem perceber que estavam prestes a legar contos singularmente impressionantes a povos de muitas nações diferentes, e que esses contos assumiriam relevância em todas essas culturas. Para compreender o papel que essas narrativas desempenharam em relação à civilização ocidental — ou talvez ao mundo todo —, devemos ter em mente o que os irmãos Grimm declararam em seu prefácio à primeira edição:

Este é, provavelmente, o momento certo para reunir estes contos, uma vez que aqueles que têm se esforçado para preservá-los estão se tornando cada vez mais raros (certamente, aqueles que conheceram esses contos ainda se lembram de boa parte deles, porque as pessoas podem morrer, mas as histórias continuam vivas)… Onde os contos ainda existem, permanecem vivos e a ninguém se preocupa se são bons ou ruins, poéticos ou vulgares. Nós os conhecemos e amamos simplesmente porque os ouvimos de determinada maneira, e gostamos deles sem refletir a razão disso. Narrar esses contos é um costume extraordinário — e esse traço também eles partilham com tudo o que é imortal — que uma pessoa deve apreciá-los independentemente do que outros digam.

Os Grimm buscavam celebrar e defender a necessidade da narração de histórias na criação de laços entre as pessoas que, por meio delas compartilham suas experiências. Acreditavam que os contos e todas as suas variantes eram importantes e mantinham viva a tradição cultural. Respeitavam a diferença e a diversidade ao mesmo tempo em que afirmavam: “O propósito de nossa coletânea não é apenas servir à causa da história da poesia. Era nossa intenção que essa poesia pulsante fosse eficaz, despertando todo o prazer possível, e que assim se tornasse um compêndio educativo”.

Ilustração de Arthur Rackham (1916) para a tradução inglesa da edição de Kinder-und Hausmärchen – Fonte.

 

Embora existissem algumas outras coletâneas alemãs de contos populares e de fadas anteriores ao Kinder-und Hausmärchen, nenhuma era tão diversificada ou imbuída de tal espírito de cooperação e coletividade quanto a obra dos irmãos, determinados a abarcar todos os tipos de contos dos territórios onde se falava alemão. Já em 1811, Jacob compôs um apelo, Aufforderung an die gesammten Freunde altdeutscher Poesie und Geschichte erlassen [Apelo a todos os amigos das antigas poesias e histórias alemãs], que nunca foi enviado, mas assentou as bases para a posterior e inteiramente desenvolvida Circular wegen der Aufsammlung der Volkspoesie [Carta circular concernente à compilação de poesias populares], impressa e distribuída a eruditos e amigos, em 1815. Vale a pena citar o trecho inicial dessa carta, pois demarca os princípios e intenções básicos dos Grimm:

Ilustríssimo Senhor!

Uma sociedade foi fundada com o propósito de se espalhar por toda a Alemanha e tem como objetivo preservar e compilar todos os contos e canções existentes que possam ser encontrados entre o modesto povo campesino alemão (Landvolk). Por todo o país, a terra de nossos pais está repleta dessa riqueza material que nossos honestos ancestrais plantaram para nós, e que, a despeito da chacota e do desdém sobre ela atirados, permanece viva, inconsciente da própria beleza oculta, e carrega em si mesma sua fonte inextinguível. Nossa literatura, história e língua não podem ser seriamente compreendidas em suas antigas e verdadeiras origens sem que se faça uma pesquisa mais exata sobre esse material. Consequentemente, é nossa intenção recuperar tão diligentemente quanto possível todos os seguintes itens e fielmente registrar por escrito:

1) Canções e versos populares;

2) Contos em prosa narrados e conhecidos, em particular os numerosos contos de fadas para bebês e crianças, sobre gigantes, anões, monstros, crianças encantadas da realeza e resgatadas, demônios, tesouros e instrumentos mágicos, bem como lendas locais que ajudam a explicar certos lugares;

3) Histórias engraçadas sobre peças pregadas por embusteiros e anedotas; peças de marionetes dos tempos antigos com Hanswurt e o diabo;

4) Festivais populares, códigos sociais, costumes e jogos;

5) Superstições;

6) Provérbios, dialetos incomuns, parábolas, composição de palavras;

É extremamente importante que esses itens venham a ser fiel e verdadeiramente registrados, sem ornamentações ou acréscimos, sempre que possível colhidos pessoalmente com aqueles que os fornecem, em suas próprias palavras e delas se utilizando da forma mais exata e detalhada. Seria de dupla valia se tudo pudesse ser obtido no dialeto corrente local. Por outro lado, mesmo fragmentos com lacunas não devem ser rejeitados. De fato, todas as derivações, repetições e cópias do mesmo conto podem ser individualmente importantes. Aqui, aconselhamos que os senhores não se deixem iludir pela enganosa opinião de que algo já foi coletado e registrado, e por isso descartem uma história. Frequentemente, muitas coisas que aparentam ser modernas apenas foram modernizadas, e mantêm sua fonte incólume sob a superfície. Tão logo alguém adquira grande familiaridade com os conteúdos dessa literatura popular (Volkspoesie), gradualmente se tornará capaz de avaliar com mais critério seus aspectos supostamente simplórios, grosseiros e até mesmo repulsivos.

Frontispício da edição de 1840. Dorothea Viehmännin em retrato de Ludwig Emil Grimm, uma das mais importantes fontes dos contos de fadas de Kinder-und Hausmärchen. Ela morreu em 1815 – Fonte.

Essa carta circular e a primeira edição de Kinder-und Hausmärchen acabaram por inspirar numerosos folcloristas alemães, austríacos e suíços a coletar contos. Gradualmente, o exemplo dos Grimm e suas outras edições animaram folcloristas de toda a Europa a fazer o mesmo e preservar contos populares e orais. A primeira edição que os Grimm publicaram foi a que melhor representou as intenções e ideais que reiteraram até 1857. Nela, não aprimoraram nem refinaram as histórias como fizeram em edições posteriores. Na verdade, pode-se ouvir as vozes distintas dos narradores de quem receberam os contos. Nesse aspecto, as narrativas da primeira edição, algumas em dialeto alemão, são contos populares mais autênticos e têm mais integridade em si, a despeito do fato de não serem tão esteticamente agradáveis quanto aqueles das versões posteriores revistas. Em outras palavras, os Grimm deixaram os contos falarem por si de uma forma muito rude, para não dizer desconfortável, o que lhes confere um sentido de verdade sincera ou de valor educativo que os irmãos buscavam.

Retornando aos contos originais, a primeira coisa que o leitor talvez note é que muitas das histórias — como A mão com a faca [Die Hand mit dem Messer], Sr. Dito e Feito [Herr Fix und Fertig], Quando as crianças brincaram de açougueiro [Wie Kinder Schlachtens mit einander gespielt haben], O gato de botas [Der gestiefelte Kater], Barba-Azul [Blaubart], e João Bobo [Hans Dumm] —, foram eliminadas das edições seguintes não porque fossem mal contadas, mas por outras razões que não atendiam a algumas exigências dos Grimm, que num primeiro momento buscaram publicar essencialmente contos originalmente germânicos. Por exemplo, O gato de botas, Barba-Azul, A princesa Pele de Rato [Prinzessin Mäusehaut] e O Okerlo [Okerlo] foram consideradas francesas demais para serem incluídas. Mais tarde souberam que essa era uma noção equivocada, pois era impossível saber as origens exatas dos contos populares. Conquanto seja impossível saber inteiramente porque certos contos foram omitidos ou postos em notas de rodapé, sabemos que A morte e o pastor de gansos [Der Tod und der Gänsehirt] foi omitido por causa de suas características literárias barrocas; Estranha hospitalidade [Die wunderliche Gasterei], por sua semelhança próxima com Madrinha Morte [Der gevatter Tod]; A madrasta [Die Stiefmutter], devido a sua crueldade e natureza fragmentária; Os animais fiéis [Die treuen Tiere], porque veio do Siddhi-Kür, uma coletânea de histórias mongóis. À medida que os Grimm continuaram a coletar variantes enviadas por amigos e colegas, reunidas a partir de fontes orais e escritas, eles melhoraram os contos da primeira edição combinando versões, omitiram outras em favor de outras mais novas, ou as deslocaram para notas de rodapé.

Ilustração sobre foto de Louis Katzenstein mostrando os irmãos Grimm na casa de Dorothea Viehmännin, publicada em Die Gartenlaube (1892) – Fonte.

A segunda coisa que o leitor pode perceber é que a maioria deles são menores e surpreendentemente diferentes de suas versões editadas nas coletâneas posteriores. Eles exalam oralidade e conteúdos brutos. Por exemplo, Rapunzel revela que foi engravidada pelo príncipe; a mãe de Branca de Neve, e não sua madrasta, quer matar a linda moça por inveja; o homem selvagem não é João de Ferro e desempenha um papel diferente ao ajudar o menino que o liberta, assim como o diabo assume um papel mais insólito em Der Teufel Grünrock, mais tarde substituída por Bärenhäuter.

Em terceiro lugar, o leitor reconhecerá imediatamente que todos esses contos são rudes e têm pouca ou nenhuma descrição. A ênfase está na ação e na resolução do conflito. Os narradores das histórias não fazem rodeios. Estão dispostos a dizer as verdades que conhecem, e mesmo que a mágica, a superstição, a transformação miraculosa e a brutalidade estejam envolvidas, acreditam em suas histórias. As metáforas delineiam minuciosamente a realidade dos ouvintes e mobilizam as pessoas para que aprendam com os símbolos a mobilizar suas realidades.

Por fim, é importante notar que os contos da primeira edição foram coletados sobretudo entre pessoas instruídas que os Grimm vieram a conhecer muito bem. Por exemplo, eles estavam no círculo de relações dos membros das famílias Wild e Hassenpflug, de Kassel, assim como no da família von Haxthausen, em Münster; Wilhelm conheceu Friederike Mannel, a filha do ministro, numa cidade próxima. Dorothea Viehmann, esposa de um alfaiate, forneceu vários contos e, em alguns casos, os Grimm os retiraram de livros ou os receberam por carta. A instrução dos informantes, no entanto, não diminuiu a essência popular dos contos que, como os Grimm e outros folcloristas descobririam, estavam amplamente disseminados por toda a Europa, narrados na maioria das vezes em dialeto. Chegaram aos narradores vindos de outros narradores, ou então eles as leram, digeriram e se apropriaram. De fato, sempre tomamos para si as histórias antes de transmiti-las a outros com a esperança de que continuem a difundi-las.

Frontispício e página de rosto da edição de 1819 de Kinder- und Hausmärchen, ilustrada por Ludwig Emil Grimm. Esta segunda edição foi a primeira a ser ilustrada e também a primeira a omitir textos da primeira – Fonte.

Os Grimm têm sido criticados com frequência, especialmente nos últimos 50 anos, por terem mudado e editado os contos da primeira até a sétima edição. Isto é, nunca praticaram o que pregaram sobre a tarefa do compilador ser a de registrar os contos exatamente como os escutava. Em outras palavras, vários críticos reclamam que as narrativas dos Grimm não são contos populares autênticos. Porém, esse é um argumento fraco, para não dizer estúpido, pois ninguém jamais pode registrar e garantir a autenticidade de um conto. É impossível. Mesmo assim, os Grimm, como compiladores, entusiastas, editores, tradutores e mediadores, merecem agradecimentos por se empenharem em fazer o impossível e trabalhar coletivamente, com inúmeras pessoas e fontes, para manterem vivas as histórias tradicionais e sua narrativa. Nesse aspecto, a pouco conhecida primeira edição merece ser redescoberta, pois é um testemunho de vozes esquecidas que estão, na verdade, em nosso profundo interior. Assim, a força irresistível dos contos dos Grimm não é realmente deles, mas nossa.

Ilustração de Mjallhvít (Branca de Neve), para uma edição islandesa de 1852 da tradução do conto dos Grimm – Fonte.

 

Poster de Kenneth Whitely para a WPA (Works Programme Administration), em 1939 – Fonte.

Jack Zipes é professor emérito de Literatura Alemã e Comparada na Universidade de Minnesota e pioneiro da erudição em contos de fadas. Publicou muitos trabalhos nessa área que incluem: Fairy Tales and the Art of Subversion (Contos de fadas e a arte da subversão, 1983); The Brothers Grimm: From Enchanted Forests to the Modern World (Os irmãos Grimm: das florestas encantadas ao mundo moderno, 1988); e mais recentemente The Irresistible Fairy Tale: The Cultural and Social History of a Genre (O conto de fadas irresistível: a história cultural e social de um gênero, 2012). Também é tradutor de The Complete Fairy Tales of the Brothers Grimm (Contos de fadas completos dos irmãos Grimm).

Leia o artigo original no Public Domain Review.